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Cresce a participação das mulheres na internet

Cresce a participação das mulheres na internet

Em agosto, elas chegaram a 48,2% do total de usuários residenciais, maior percentual para o gênero no Brasil, desde o início da medição

Em agosto, o número de usuários ativos de internet residencial atingiu 13,6 milhões de pessoas (crescimento de 1,9% no mês e de 17,3% no ano). Já o tempo de uso da internet, depois de uma trajetória de crescimento no ano, decresceu 3,1% no mês, voltando a uma média de 20h01min mensais, após ter atingido marca de 20h39min em julho. Apesar deste decréscimo, o Brasil permanece na primeira colocação em tempo de uso da internet entre os países medidos pelo serviço, os EUA passam a ocupar a segunda colocação (com 18h01min e aumento de 4,0% no mês), após ter ultrapassado o Japão, que neste mês encontra-se na terceira colocação (com 17h52min, uma queda de 1,8%).

Quanto ao perfil demográfico dos usuários ativos de internet residencial, o principal destaque ficou por conta do aumento da participação das mulheres na internet brasileira, que chegou a 48,2% este mês. Em agosto do ano passado, registrou-se uma participação feminina de 45,7% - em julho de 2006, as mulheres já representavam 47,0% do total de usuários únicos de internet residencial. "Esta é uma tendência importante, já que marca mais um passo em direção a um uso mais diverso da internet que, desde o início, era utilizada predominantemente por homens", analisa Rosi Rosendo, analista de Mídia e Consumo do IBOPE Inteligência. "Hoje, estamos diante de uma rede com um número enorme de possibilidades em termos de conteúdos e serviços, o que permite padrões de acesso específicos para homens e mulheres, jovens e idosos e demais grupos sócio-demográficos. À medida que o perfil do usuário típico vai se aproximando mais da distribuição da população, aparecem novas demandas e oportunidades de negócio, como por exemplo os serviços online de compras, bancos e atendimento ao consumidor em geral", complementa a analista do IBOPE.

Neste mês de estabilidade da internet, as categorias que mais cresceram foram: educação e carreiras (8,3%), governo e entidades sem fins lucrativos (8,0%) e notícias e informações (6,2%). Por outro lado, os maiores decréscimos verificados foram: casa e moda (12,4%) e ocasiões especiais (10,9%). Todas as categorias apresentaram decréscimo em seu tempo de acesso, com exceção das categorias informações corporativas (acréscimo de 20,2%) e educação e carreira (que cresceu 9,6%).

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