PolÃtica
África um continente de contrastes
A África necessita encontrar seu próprio caminho. Após o 25 de Maio de 1963, passados 45 anos da criação da Organização de Unidade Africana( OUA),a maioria dos propósitos políticos foram obtidos. A independência das colônias e a erradicação do Apartheid na África do Sul.
Em meio aos conflitos, guerras e desentendimentos, a pobreza cresceu vertiginosamente, ganhou espaço cada vez maior e milhões de pessoas fugiram de seus países em busca de sobrevivência, de dignidade,de emprego. Milhões de pessoas esquecidas e abandonadas convivem com a violência e insegurança.
A OUA passou a ser UA( União Africana) que desde 2002 pouco fez pelo continente africano, 45 anos depois e o desenvolvimento ainda é um sonho. Um continente que precisa encontrar seu próprio caminho, não às custas de pressões. Políticos e ativistas não podem ser meros divulgadores de pensamentos ocidentais.
A verdadeira África necessita de um real sentido quando confrontados com a realidade histórica e social. O desenvolvimento sustentável, a utilização de seus recursos minerias, o apoio de instituições financeiras, assegurando e restaurando a estabilidade econômica e social, sem conflitos violentos ou retrocessos aparentes.
Um bom governo para a África é aquele que não aceita suborno e expurga a corrupção. Um continente forte e ao mesmo tempo fragilizado tem consciência de que hoje governar é definitivamente respeitar os direitos humanos e ter total transparência dos seus atos. Assim a África poderá trazer investimentos internacionais, apoios e doações.
Entre os maiores produtores de petróleo africanos estão, Nigéria 24,6% , Argélia 20%, Líbia 18,4% e Angola 14%. Entre os maiores produtores de diamantes estão Argélia, República do Congo, Costa do Marfim, Gabão, Libéria, Mali e Mauritânia.
Em Luanda capital de Angola, foi formalmente constituída a Associação dos Países Africanos de Diamantes( ADPA), envolvendo 19 estados, dos quais 12 membros efetivos que representam 75% da produção mundial, são: África do Sul, Angola, Botsuana, Gana, Guiné, Namíbia, República Centro Africana, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Tanzânia, Togo e Zimbabué.
A criação desta Associação resulta da “necessidade de concentração de políticas sobre os mais diversos aspectos relativos aos recursos diamantíferos”, desde a prospecção, passando pela exploração e lapidação. O objetivo maior é a defesa dos interesses estratégicos comuns ao nível da definição das grandes políticas mundiais no setor.
Os membros da ADPA acreditam que resultados positivos na promoção do desenvolvimento sócio-econômico dos países envolvidos com a exploração e comercialização resultarão em benefícios práticos e evidentes para a população.
Angola é um exemplo de reconstrução. Ações práticas são vistas nos setores de educação, saúde, ética empresarial e negócios. Vivemos um momento de esperanças para um povo africano esquecido que agora se encontra às voltas com a democracia e a paz.
Um bom governante é aquele que oferece qualidade de vida para seus cidadãos, a redução da pobreza e a diminuição das diferenças na distribuição de renda, fatores determinantes para melhorar a imagem dos países de terceiro mundo. Atrair investimentos têm sido prioridade no continente africano, geração de empregos, aumento de renda, queda da inflação e dignidade. Um sonho africano que está apenas no começo.
Eliane Calixto especialista em comunicação Brasil e África
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