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Terceira maior operadora de telefonia móvel do Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a TIM traçou como meta assumir a liderança do segmento dentro de um ano. Para alcançar o objetivo, anunciado ontem pelo presidente da companhia, Luca Luciani, a principal barreira a ser superada pela TIM será conquistar os clientes de outras operadoras. "A satisfação do nosso usuário está muito alta. Nesse segmento já lideramos. O nosso problema agora é "falar" com os usuários de outras operadoras", ressaltou. Luciani não traçou projeções de quantos clientes a TIM precisará conquistar para assumir a liderança, hoje ocupada pela Vivo. A concorrente pretende alcançar 50 milhões de clientes até o final deste ano, segundo informou ontem o presidente da Portugal Telecom (controladora da Vivo), Zeinal Bava. A TIM possuía em julho menos de 40 milhões de clientes, segundo dados da Anatel divulgados pela consultoria Teleco, contra mais de 47 milhões de clientes da Vivo. Entre as estratégias definidas pela direção da TIM para ameaçar a liderança da Vivo estão a busca de clientes das concorrentes e aumento dos investimentos principalmente na tecnologia 3G. De acordo com Luciani, a maior parte dos investimentos de R$ 7 bilhões a serem realizados pela companhia no Brasil até 2011 será direcionada para iniciativas como o aumento da capacidade da rede de acesso 3G e o próprio desenvolvimento do 3G no País. O investimento da empresa em 2009 deve somar R$ 2,3 bilhões, reiterou o executivo, que participou do evento Futurecom 2009. Apesar da meta ambiciosa, a TIM definiu que a rentabilidade dos negócios e a qualidade do serviço oferecido aos clientes deverão acompanhar o aumento da base de clientes. Prova disso é que a operadora optou por interromper a venda de serviços de banda larga móvel pré-pago em regiões que não possuem boa cobertura do serviço. "Se vamos oferecer (um plano), o cliente precisa de um bom serviço. Temos um compromisso com o cliente. É mais importante vender bem do que vender mais", afirmou o executivo. Em seguida, Luciani ressaltou que a rentabilidade do setor deve crescer nos próximos anos. INTELIG. O presidente da TIM acredita que aquisição da Intelig Telecomunicações, negócio anunciado em abril passado, mas que ainda enfrenta barreiras judiciais, deverá ser concluída até o final deste ano. Sem informar detalhes a respeito do acordo, o executivo limitou-se a dizer que a Intelig é um ativo "muito bom" e que "não há problema que não possa ser resolvido". A aquisição da Intelig, oficializada há seis meses, ainda não foi concretizada devido a problemas judiciais enfrentados pelo controlador da operadora, o empresário Nelson Tanure. Em maio passado a Justiça do Trabalho penhorou as ações da Intelig para garantir que Tanure honre compromissos trabalhistas com funcionários do jornal Gazeta Mercantil, que deixou de circular. A incorporação da Intelig pela TIM já foi aprovada previamente pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em agosto passado. O aval permite a conclusão do acordo, mas não tem efeito sobre os impasses judiciais. Ao mesmo tempo em que fecha a aquisição da Intelig, a TIM está constantemente envolvida em rumores sobre a possibilidade de ser vendida pela controladora Telecom Itália. Por isso Luciani voltou a afirmar que a operadora não está à venda. "A TIM não será vendida. É uma situação muito clara. A TIM é fundamental para a Telecom Itália. Temos dois focos de estratégia: um é o mercado doméstico e o outro é o Brasil", destacou o executivo.
Fonte: Jornal do Comércio Brasil
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