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Minas vai receber R$ 40 bi em investimentos em 2010

Minas Gerais deverá receber no ano que vem investimentos superiores a R$ 40 bilhões em diversos setores produtivos, alavancando de vez o seu crescimento sustentado dentro de uma nova plataforma de negócios que privilegiará a diversificação de sua base industrial”. A informação foi dada, na tarde desta terça-feira (15), pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, ao divulgar o balanço da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDE) com as principais ações, programas e projetos executados ao longo de 2009 e anunciar as perspectivas para 2010. Ao lado de seus auxiliares  os subsecretários de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde, de Indústria, Comércio e Serviços, Marilena Chaves, de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética, Paulo Sérgio Ribeiro e do presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), Adriano Magalhães - o secretário Sérgio Barroso disse que Minas Gerais é, hoje, uma opção real a São Paulo. O trabalho executado nos últimos anos pelo Governador Aécio Neves, iniciado com um Choque de Gestão sem precedentes, possibilitando o resgate da credibilidade do Estado junto aos investidores internos e externos, vai possibilitar a Minas dar saltos bastante significativos daqui para frente na direção do crescimento, frisou o secretário. O secretário observou que Minas Gerais conta com uma boa infraestrutura e logística, mão-de-obra qualificada, mercado em expansão, grande oferta de terrenos para a implantação de novos distritos industriais e condições excepcionais de clima e solo para o desenvolvimento de várias culturas. Lembrou, nesse sentido, a nova fronteira agrícola que está surgindo no Centro-Oeste mineiro a partir da implantação do terminal multimodal de grãos em Pirapora pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que também reativou o transporte ferroviário na região. NOVO INDI - Para dar impulso ao crescimento econômico, o INDI está entrando em uma nova fase de atuação, que leva em conta a necessidade de adaptação às mudanças que o ambiente de negócios vem impondo ao processo de disputa por investimentos nacionais e estrangeiros, disse o secretário. O secretário explicou que para alcançar seu objetivo finalístico, o INDI buscará maior integração de esforços com os diversos setores produtivos do Estado visando o fortalecimento dos empreendimentos já instalados em Minas, a fim de aumentar sistemicamente a competitividade das cadeias produtivas estaduais. A implantação de um novo modelo de gestão que contemple os modernos princípios da administração privada, levando em conta ainda o perfeito alinhamento estratégico com as políticas de Estado, será capaz de impulsionar o INDI a uma nova etapa, privilegiando, entre outros requisitos, a reestruturação organizacional; ampliação de núcleos de inteligência empresarial e elaboração de estudos de mercado contemplando as potencialidades de setores econômicos e cadeias produtivas relevantes para o Estado. Para ampliar seu patamar de eficácia, uma grande ênfase será dada à integração das equipes do INDI com a dos diversos órgãos do Estado, sempre envolvidos em novos empreendimentos e ampliações dos já existentes como as secretarias do Desenvolvimento Econômico, Fazenda, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Transportes e Obras Públicas, Planejamento e outras, além das entidades que compõem o Sistema Operacional de Desenvolvimento Econômico (BDMG, CEMIG-GASMIG, CODEMIG e JUCEMG). Esse apoio à atração de novos investimentos e/ou expansão dos pré-existentes também contará com reforços provenientes, no nível internacional, da inclusão de Minas em short lists de diversas instituições globais; e do desenvolvimento de trabalhos conjuntos com as empresas de consultoria privada e de especialidades adequadas e renome nacional e internacional, mobilizando assim, forças inéditas de apoio aos empreendimentos. Ele lembrou ainda que a visão estratégica a ser implantada impõe a adoção de medidas que objetivam o fortalecimento institucional, o treinamento e o aumento das equipes. Isso resultará em significativa ampliação do escopo operacional, contribuindo para o incremento da taxa de investimento produtivo e intensificando o processo de desenvolvimento econômico, social e ambiental de Minas Gerais. Essa nova fase do INDI será marcada pelo fortalecimento institucional, reorientação organizacional, desenvolvimento profissional dos colaboradores, buscando desenvolver competências, implantação de uma gestão moderna e dinâmica, através da efetivação do planejamento estratégico, de implantação de gestão de projetos e da implantação de núcleos de inteligência competitiva, completou. Em síntese, estas ações visam prospectar, atrair, ampliar e reter investimentos de interesse da economia mineira, consolidando o INDI não só como porta de entrada dos empreendedores, mas também como órgão com a função de dar suporte integral aos investidores em Minas de olho nas pequenas, médias e grandes empresas, frisou o secretário Sérgio Barroso. GáS NATURAL - Para garantir infraestrutura, a Gasmig deu prosseguimento em 2009 às obras do seu plano de expansão, que levarão a empresa a alcançar, em 2010, um incremento superior a 100% em malha de gasodutos e volume de distribuição de gás natural. Hoje, a Gasmig é distribuidora de gás natural canalizado que mais cresce no país. Investimentos de R$ 1 bilhão permitirão à companhia ampliar a extensão de sua rede de distribuição (gasodutos), dos atuais 407, para 860 quilômetros . O volume de distribuição, que neste ano será de 450 milhões de metros cúbicos (excluindo o fornecimento às usinas termelétricas), saltará, em 2010, para mais de 1 bilhão. Para atender ao Vale do Aço, foi iniciada, em abril, a construção de um gasoduto de 280 quilômetros , que estará concluído no segundo trimestre de 2010. Somente nessa obra, estão sendo investidos mais de R$ 700 milhões. Sergio Barroso confirmou ainda que já iniciou negociações com a Vale, salientando que no próximo dia 22 se reunirá, no Rio de Janeiro, com o seu presidente Roger Agnelli para que a empresa transforme 400 máquinas que transitam pela antiga Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) em locomotivas a gás. Então será possível estender o gasoduto do Vale do Aço até Governador Valadares, numa extensão de 100 Km , frisou o secretário. No Sul de Minas, a Gasmig concluiu as obras do gasoduto de 110 quilômetros que liga Jacutinga a Poços de Caldas, com investimentos de R$ 150 milhões. O início das operações depende apenas da entrega do gás pela Petrobras, que, para isso, está concluindo a ligação entre Paulínia e Jacutinga. Grandes empreendimentos nos segmentos de siderurgia e mineração em implantação no Estado também estão sendo contemplados. Em novembro, entrou em operação o ramal de 33 quilômetros  ligando Brumadinho a Nova Lima  que atende à nova usina de pelotização de minério de ferro da Vale, na área da antiga MBR. Nesse ramal, a Gasmig investiu cerca de R$ 40 milhões. Outro ramal foi construído para atender ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Mais R $ 10 milhões estão sendo investidos pela empresa na construção de um ramal, com seis quilômetros de extensão, para atendimento à Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), em Jeceaba. A conclusão da obra está programada para março de 2010. Sergio Barroso anunciou, por outro lado, que o Governo de Minas já marcou uma reunião com a diretoria da Petrobras, ainda sem data definida, quando será discutida a construção de um ramal ao gasoduto Bolívia-Brasil, a partir de São Carlos (SP) até o Triângulo Mineiro, o que viabilizaria a fábrica de amônia e uréia na região. Acrescentou também que a equipe técnica já está preparada para atender todas as necessidades da Petrobras. O governador Aécio Neves determinou que Minas Gerais não fará guerra fiscal, mas também não deixará de receber uma fábrica da Petrobras por questões tributárias. O Estado irá competir por investimentos, destacou. O secretário, que já vem mantendo conversações com a Mercedes Benz, em Juiz de Fora, anunciou que já está prevista reunião com a diretoria da montadora, na Alemanha, no início de 2010. Afirmou que o interesse do Governo de Minas é encontrar uma solução ainda no primeiro trimestre do próximo ano para incrementar a produção da empresa, que também está procurando um novo parceiro para a planta daquela cidade. Barroso explicou que o governo mineiro poderá também negociar com o governo federal medidas como a redução do IPI para incentivar a Mercedes, a exemplo do que outras fábricas de automóveis vêm obtendo junto à União, como a Ford, em Camaçari (BA), e a GM, em Gravataí (RS). Perspectivas - O subsecretário de Assuntos Internacionais, Luis Antonio Athayde, destacou as novas perspectivas para o Estado, com o aperfeiçoamento e a busca de novos parceiros internacionais. Anunciou a conclusão do Plano Diretor do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, que já ultrapassou em um milhão de passageiros a sua capacidade anual, atingindo 6 milhões de passageiros. Acrescentou que com recursos da Infraero, até meados de 2012, a ampliação do AITN deverá ser executada, com três pistas e três terminais, atingindo a capacidade de dez milhões de passageiros. Athayde confirmou o reinicio das obras do Aeroporto Industrial, com conclusão prevista para março de 2010, além da finalização do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Vetor Norte da RMBH e do Corredor de alta tecnologia pela Frost & Sullivan e Jurong Consulting. Também salientou a importância o Pólo de Aviação Civil, com cursos de capacitação de mecânica para aeronáutica e formação de pilotos, dentro do Projeto Pólo de Aviação Civil de Minas Gerais. Em Lagoa Santa , será implantado o Centro de Capacitação Aeroespacial, com laboratórios avançados, simuladores de vôo e outros equipamentos importantes para o setor aéreo. Lá também será instalado o novo Centro de Treinamento da Força Aérea Brasileira. Dois outros pólos de aviação civil estão sendo planejados. O de Itajubá, para desenvolvimento de tecnologia de helicópteros e um futuro pólo com base no Aeroporto Regional da Zona da Mata. Foram anunciadas ainda as negociações desenvolvidas com a Companhia Docas do Rio de Janeiro para a retomada da licitação que prevê a operação logística do Porto do Meio e que possibilitará aos pequenos e médios empresários mineiros de granéis sólidos exportarem e importarem a preços mais competitivos. SETOR MINERAL  O subsecretário de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética, Paulo Sérgio Ribeiro, anunciou que a prioridade do governo mineiro é agregar valor à cadeia produtiva mineral. O Estado fará de tudo para que uma mineradora que queira aqui se instalar também invista no setor siderúrgico, frisou. Explicou, por outro lado, que a subsecretaria dará prioridade às discussões do novo marco regulatório do setor mineral com o Governo Federal. Continuamos achando que o município e o Estado têm que ser os maiores beneficiários da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Além do mais, Minas Gerais é responsável por mais de 50% da produção mineral do país e precisa liderar esta iniciativa, concluiu.

Fonte: O Grande Matosinhos


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