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Governo acusa Bauducco de aterrar várzea do rio Tietê em Guarulh

Governo acusa Bauducco de aterrar várzea do rio Tietê em Guarulhos (SP) A Bauducco foi advertida na quarta-feira (6) pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente sob a acusação de aterrar a várzea do rio Tietê no terreno onde fica seu depósito, em Guarulhos (Grande São Paulo). O órgão disse ainda que um córrego que passava no local desapareceu e também pode ter sido aterrado. RS tem 14 cidades em situação de emergência após chuvas Tempo fica abafado e com pancadas de chuva em SP nesta quinta Rio diminuiu verbas contra enchentes para 2010 Do lado oposto ao terreno, separado apenas pelo rio Tietê, fica o Jardim Pantanal, que desde dezembro sofre com as enchentes constantes. A empresa, em nota, afirma que vai analisar a advertência recebida e que em 30 dias emitirá seu parecer. Mas o arquiteto responsável pela obra, Lúcio Gomes Machado, diz que não há nenhuma irregularidade. A Prefeitura de Guarulhos concedeu uma licença para obras no terreno em 1999. O documento prevê que seja respeitada uma distância de 50 metros da margem do rio, onde não pode haver intervenções. Mas a secretaria diz que ontem, em uma fiscalização com o secretário Xico Graziano, encontrou terra e pedras justamente nessa área, o que indicaria uma obra de aterro. No terreno de 260 mil m2 há um depósito de 19 mil metros m2 e planos de ampliá-lo para 60 mil metros m2. Segundo o arquiteto da empresa, há seis meses a Bauducco começou a construir perto da várzea do rio uma espécie de piscinão para represar a água das chuvas e não sobrecarregar o Tietê. Essa obra é feita de pedras e de terra e fica, segundo ele, a mais de 50 metros de distância do rio. "Há três meses está chovendo muito e aquilo virou lama, que escorreu para perto do rio. Nós não precisamos daquela área", diz Machado. O arquiteto afirma ainda que o córrego que a secretaria diz ter sumido do terreno não existia. A Bauducco terá 30 dias para apresentar laudos que comprovem a regularidade da obra. A fiscalização faz parte de uma resolução divulgada pela secretaria ontem, que passa o licenciamento de obras na várzea do Tietê para o governo do Estado. Antes, elas ficavam a cargo das prefeituras. A secretaria estadual também fiscalizará a região, com a ajuda da PM. Ontem, foi encontrado na mesma região um depósito clandestino de materiais de construção, que foi interditado.

Folha Online

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